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IEL – Instituto de Estudos Libertários

Coletivo criado para a difusão de ideais e conteúdos libertários

Frank Mintz: historiador, veterano de Maio de 68

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Entrevista com o historiador, veterano de Maio de 68 e militante anarcossindicalista francês Frank Mintz, membro da Confédération Nationale des Travailleurs-Solidarité Ouvrière (CNT-SO). Setembro/2014

Acesse aqui: Frank Mintz – Entrevista

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Entrevista com o Centro de Cultura Social – São Paulo (CCS-SP)

É com muito carinho que nós da IEL, juntamente com o site anarcopunk.org, compartilhamos a entrevista que fizemos com xs amigxs do Centro de Cultura Social de São Paulo.

IEL – Queria que vocês falassem um pouco da história do CCS, como foi que surgiu, quais mudanças aconteceram deste o começo do CCS até hoje?

CCS-SP – O Centro de Cultura Social de São Paulo é o remanescente de uma prática comum do movimento libertário no Brasil. Tem como principal objetivo o aprimoramento intelectual, a prática pedagógica e os debates públicos.
Para tanto lança mão de meios como palestras, cursos, seminários, filmes, peças teatrais, entre outros, além de manter um acervo de arquivo e biblioteca voltada principalmente para o anarquismo.
O Centro de Cultura Social de São Paulo foi fundado em 14 de janeiro de 1933 como remanescente das entidades culturais criadas pelo movimento anarco-sindicalista e libertário nas primeiras décadas do século XX.
Quando o fluxo imigratório se acentuou a partir dos últimos anos do século passado, os trabalhadores que aqui chegavam, muitos deles saídos da militância anarquista na Europa, ao organizarem suas sociedades de resistência, não só para luta por melhores condições de vida, mas movidos, por ideais de transformação social, passaram a criar seus centros de cultura.
Cada associação, união, liga ou como se chamasse a entidade profissional fundada, procurava criar seu centro, ateneu ou grêmio cultural, transportando para o Brasil a prática do Movimento Libertário europeu e a preocupação permanente dos anarquistas com a educação e a cultura.
Criou-se uma vasta rede de entidades culturais entre os trabalhadores, com suas bibliotecas, publicações, elencos teatrais etc.
Essas entidades se espalharam pelo Brasil, com predominância em São Paulo e Rio de Janeiro.
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Reflexões críticas sobre anarquismo e homossexualidade: Entrevista com Laura Fernádez Cordeiro

Em seu ensaio “Amor y anarquismo”, a socióloga Laura Fernández Cordero revisa as experiências anarquistas que faz mais de um século enfrentaram os protocolos de intimidade e família fixados pelo Estado e a Igreja para contrapô-los com as atuais discussões em torno ao matrimônio, a identidade sexual e a violência de gênero.

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08 de Dezembro de 1930: Se suicida Florbela Espanca – poetisa e anarquista

“Sou pagã e anarquista, como não poderia deixar de ser uma pantera que se preza …”

Florbela Espanca

Em 8 de Dezembro de 1930, Florebela Espanca se suicida. A poetisa e anarquista nasceu e viveu em Portugal, no dia de hoje fazem 87 anos de sua morte. A IEL e o site anarcopunk.org vem prestar sua pequena homenagem a Florbela com algumas de suas poesias.

Volúpia

No divino impudor da mocidade,
Nesse êxtase pagão que vence a sorte,
Num frémito vibrante de ansiedade,
Dou-te o meu corpo prometido à morte!

A sombra entre a mentira e a verdade…
A núvem que arrastou o vento norte…
— Meu corpo! Trago nele um vinho forte:
Meus beijos de volúpia e de maldade!

Trago dálias vermelhas no regaço…
São os dedos do sol quando te abraço,
Cravados no teu peito como lanças!

E do meu corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos dantescos
Felinamente, em voluptuosas danças…

****

Eu …

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho,e desta sorte
Sou a crucificada … a dolorida …

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!…

Sou aquela que passa e ninguém vê…
Sou a que chamam triste sem o ser…
Sou a que chora sem saber porquê…

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

****

Para quê?!

Tudo é vaidade neste mundo vão…
Tudo é tristeza, tudo é pó, é nada!
E mal desponta em nós a madrugada,
Vem logo a noite encher o coração!

Até o amor nos mente, esta canção
Que o nosso peito ri à gargalhada,
Flor que é nascida e logo desfolhada,
Pétalas que se pisam pelo chão!…

Beijos de amor! Pra quê?! … Tristes vaidades!
Sonhos que logo são realidades,
Que nos deixam a alma como morta!

Só neles acredita quem é louca!
Beijos de amor que vão de boca em boca,
Como pobres que vão de porta em porta!…

***

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui… além…
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!…
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder… pra me encontrar…

Reflexões Sobre o Anarquismo com Fhoutine Marie e Alexandre Samis

O ANARQUISMO DE PROUDHON A MALATESTA – por Alexandre Samis, Juliana Lira e Katia Motta

OBRE AS IDÉIAS E O TEMPO

Ao escrever sobre o “Maio de 68” o anarquista Maurice Joyeux afirmava, com pouca pretensão de engrossar as teorias acadêmicas sobre o tema, o seguinte: “Digamos que a História faz arbitrariamente repousar sobre um ano (1789, por exemplo, ou 1917) uma refundação, fruto de uma lenta maturação, como ela faz repousar sobre um homem-farol sobressaltos evolutivos que são aqueles de uma geração sacudida pela maturação econômica e moral de uma sociedade”.[2] Para ele certas frações de tempo, momentos muito específicos da trajetória da humanidade, acabavam por condensar em fatos os esforços coletivos de uma ou mais sociedades.

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90 ANIVERSARIO DE LA FAI (em espanhol)

El verano pasado se cumplía el 90 aniversario de la fundación de la FAI. Una excusa como otra cualquiera para hablar de una organización tan actual y tan necesaria como en 1927. La Federación Anarquista Ibérica es una herramienta que pueden utilizar los grupos anarquistas para coordinarse, apoyarse y trabajar en común. Para compartir información y recursos. Para organizar campañas, conjuntas, de denuncia, difusión o solidaridad y, claro, para desarrollar proyectos comunes. Para analizar, entre todas o entre varios, ideas y posibilidades de la sociedad actual o futura. Para aprender más sobre la convivencia, la resolución de problemas y el respeto. Para generar sinergias, fuerza o para hacer camino al andar… Todo en aras de avanzar hacia un modelo de organización social horizontal, antiautoritario, libre, participativo y justo. Donde no quepa la explotación ni la represión. En definitiva, para caminar hacia una sociedad anarquista.
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[Guarujá-SP] Vídeos: Reflexões sobre o anarquismo!

Via ANA
Por Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri – NELCA

O que é o anarquismo? O que os anarquistas propõem? Como se associam? Como entendem a questão do individuo e do coletivo? Como concebem a auto-organização? O que pensam sobre a questão da violência? Como relacionam a teoria e a prática? Como funcionaria uma sociedade realmente livre? Nessa sociedade quem dirigiria a vida social? Quem estabeleceria as normas para a vida em comum? Como seria organizada a produção e distribuição dos bens sociais?

Nessas breves reflexões sobre o anarquismo, o professor da rede estadual de ensino Antônio Carlos de Oliveira, membro do Centro de Cultura Social de São Paulo (CCS-SP) e do Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri (NELCA-BS), procura elucidar algumas dessas questões. A seguir, os links para você assistir aos vídeos.

> Parte 1 (02:41): https://youtu.be/zWY_UCMLNk4

> Parte 2 (04:05): https://youtu.be/X0SrCboosz0

Contato: nelca@riseup.net

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/11/14/guaruja-sp-videos-contra-a-criminalizacao-do-anarquismo-conheca-os-coletivos-anarquistas/

Reflexões Sobre o Anarquismo, com Antonio Carlos Oliveira

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