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IEL – Instituto de Estudos Libertários

Coletivo criado para a difusão de ideais e conteúdos libertários

Anarcofeminismo e Louise Michel, texto para download

Em comemoração ao nascimento de Louise Michek, o site Anarquismo em PDF traduziu, em Maio deste ano, este artigo de Marian Leighton, que estava inédito em espanhol.

Link: https://mega.nz/#!E94mFAoK!AigAyuC8QPoCYpA6XGCTz0VVEsHWFD16jbPvflKuH8I

O Poder Cria Parasitas !!!Breve História de Marusya ou Maria Nikiforova

Marusya ou Maria Nikiforova (Russia, Ucrânia – 1885–1919) foi uma militante anarquista russa, intersexual, comandante do destacamento militar “O Combate Livre de Druzhina”.

Com suas bandeiras e canhões pretos, os escalões de Marusya se assemelhavam a navios piratas navegando pela estepe ucraniana.

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As educadoras anarquistas individualistas: mulheres livres na Belle Époque, por Anne Steiner*

Nos trabalhos que reconstroem a gênese do movimento feminista apenas são citadas as figuras das mulheres anarco-individualistas do princípio do Século XX. Talvez, porque, sendo hostis tanto ao regime parlamentar como a relação salarial, se mantiveram a margem dos combates empreendidos pelas feministas da Belle Époque para a obtenção do direito ao voto e pela melhora das condições de trabalho das mulheres; e acaso também porque, com exceção de artigos publicados na imprensa libertária e de alguns panfletos hoje esquecidos, deixaram poucas lembranças escritas.
Estas mulheres, que não foram nem reformistas nem revolucionárias, expressaram essencialmente seu rechaço às normas dominantes mediante práticas tais como a união livre, frequentemente plural, a participação nas experiencias de vida comunitária e de pedagogia alternativa e, enfim, mediante a propaganda ativa a favor da contracepção e o aborto ao lado dos militantes neo-malthusianos. Ao evocar seus itinerários e seus escritos, pretendo dar algo de visibilidade a estas “marginais” que desejaram, sem deixá-lo para hipotéticas manhãs de utopia, viver livres aqui e agora.
 

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1910-1913 – MAGONISMO: utopía y revolución

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“Nossa história trata de uns revolucionários que sonharam com a liberdade e que para alcançá-la promoveram diversas insurreições e participaram nelas. Imaginaram ver seu povo emancipado da ditadura de Porfírio Díaz e aspiraram construir uma nação digna, justa, culta e livre. A este fim dedicaram seus esforços, sua pluma, sua juventude e aventuraram a vida.” – Traduzido do espanhol do livro de Rubem Trejo, 1910-1913 Magonismo: utopía y revolución

Leia o livro completo em: TREJO, Rubem – 1910 -1913 MAGONISMO utopia y revolucion

“A memória de uma greve geral deve inspirar novas lutas”

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Texto extraído da A.N.A – Agência de Notícias Anarquistas

Há 100 anos, em junho de 1917, acontecia a primeira greve geral do Brasil. Nesse contexto, a “ANA” fez cinco perguntas a Alexandre Samis, historiador e membro do Instituo de Estudos Libertários (IEL).

Agência de Notícias Anarquistas > O que foi a greve geral de 1917? Foi um movimento provocado pelos anarquistas?

Alexandre Samis < A greve geral de 1917, em São Paulo, segundo vejo, foi um movimento cujo protagonismo operário é inegável. As demandas como a redução da jornada de trabalho, reajustes salariais, direito de associação e controle da carestia eram tipicamente sindicais, de resistência. Os anarquistas, de resto, também operários, eram talvez a força política mais claramente organizada. Não há duvida de que a greve insere-se na estratégia geral do sindicalismo revolucionário, o mesmo que inspirou os congressos operários de 1906 e 1913, nos quais se destacaram também os operários anarquistas.

Por outra parte, dizer que a greve foi anarquista seria desprezar um dado importante da realidade, uma vez que os anarquistas não eram maioria numérica. É possível afirmar, sem negligenciar ou subestimar o papel das minorias ativas de libertários no processo, que o evento foi uma articulação entre sindicatos de resistência e as formas organizativas anarquistas. Sem subordinação de qualquer parte a outra, o que se verificou foi a mútua potencialização, a reciproca colaboração entre esferas complementares. Talvez o efeito mais objetivo disso tenha sido a formação do Comitê de Defesa Proletária.

Mas a greve geral de 1917 ficou longe de materializar o projeto mais radical de greve geral revolucionária, do tipo pregado pelo sindicalismo revolucionário europeu. Ainda que bastante forte, ela não foi capaz de desencadear um processo irreversível de expropriação de fábricas e oficinas, menos ainda de por abaixo o Estado. Ela foi um movimento mais que tudo reivindicativo, o que não é pouca coisa a julgar pelo que se tinha assistido até então no Brasil. Penso que ela deve ser compreendida mais pela sua extensão, organização e resultados possíveis, que pela promessa do que se convencionava entender por greve geral naquela época entre os anarquistas.

ANA > As mulheres tiveram uma participação contundente neste movimento, paralisação, não?

Samis < As mulheres são fundamentais em todos os movimentos, principalmente de rua. Nesse caso não foi diferente.

O que a greve geral de 1917 pode ensinar para hoje?

Samis < A memória de uma greve geral deve inspirar novas lutas. Sem esse componente ela é simples nostalgia, suscita apenas saudades e justifica a melancolia. Dessa forma, a greve de 1917 é antes mais importante pelo que foi capaz de produzir em seu tempo, com as forças que conseguiu reunir e a organização que logrou empreender. É um movimento único porque se autoinstituiu, se inventou, foi mais além das anteriores em vários aspectos. No meu entender, a sua principal “lição” é a de que todo o movimento deve se entender único nas suas potencialidades e capaz de engendrar o novo. Em assim sendo, prestará homenagem aos que passaram e poderá inspirar os que virão. Só é possível ser um legítimo sucessor de um grande movimento, aquele que tiver a audácia de dar passos largos mais adiante. A genealogia das greves exige mais rupturas que continuidades.

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Palimpsestos: Revista de Arqueologia e Antropologia Anarquista

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Palimpsestos: Revista de Arqueologia e Antropologia Anarquista é uma publicação independente, visando a socialização de pesquisas, estudos de caso, as considerações teóricas, contribuições metodológicas e experiências práticas de uma ampla perspectiva anarquista; que aceita contribuições vinculadas à arqueologia, antropologia, bioantropologia e gestão de referentes culturais.

Como proposta libertária, esta revista tenta apagar fronteiras e distâncias, esperando contribuições de autores de todos os cantos do globo. Por questões técnicas e barreiras linguísticas, sugere-se que as obras sejam escritas em Português, Inglês ou Espanhol. Elas serão publicados na sua língua original e traduzidas para o último mencionado. Textos escritos em qualquer outra língua podem ser incluídos se o / a autor / puder fornecer a tradução.

A chamada é permanente, os trabalhos podem ser enviados ao longo do ano. No entanto, periodicamente, os/as editores a decidirão a data limite para a seleção de cada número. As inscrições recebidas a partir dele são automaticamente considerados para o próximo número.

Leia o primeiro número clicando aqui.

Por uma erótica solar – Conversação com João da Mata

“A erótica solar rompe com a lógica que situa o desejo como carência, para então afirmá-lo como transbordamento. O prazer não se define pela completude, mas na conjugação que trás o excesso e a demasia. Sendo descarga, derramamento, o desejo na erótica solar pressupõe excesso, dispêndio de energia e realização do corpo. Aqui, em substituição à noção de algo completar na busca do prazer e toda a mística que se cria em torno dela, emerge o suplemento.

Nesta conversação, o somaterapeuta João da Mata traz para o debate a perspectiva de existir como campo de batalha, num contínuo movimento em que o desejo e o prazer são ferramentas para construir vidas livres e potentes.

Este encontro ocorreu no Espaço Mova, no Rio de Janeiro e foi promovido pelo AmorVivo BookClub.

Texto de referência: http://www.somaterapia.com.br/wp/wp-content/uploads/2016/10/Por-uma-er%C3%B3tica-solar.pdf

Conversação Libertária na Soma: “Drogas e Liberdade” com Thiago Rodrigues

“O chamado ‘problema das drogas’ é uma questão recente. Há aproximadamente cem anos, a maioria das drogas psicoativas hoje proibidas eram produzidas, vendidas e consumidas legalmente sem qualquer regulamentação.

Desde então, no entanto, a proibição dessas e de outras substâncias gerou um imenso negócio ilegal de projeção global, com milhões de presos, mortos, sofrimentos e violências.

Essa conversação propõe uma aproximação libertária das práticas com drogas e das políticas elaboradas na tentativa de controlar as infindáveis formas pelas quais mulheres e homens, há milênios, experimentam estados alterados de consciência.

 

Thiago Rodrigues é professor no curso de Relações Internacionais da UFF e pesquisador no Nu-Sol/PUC-SP. É autor, entre outros, de “Narcotráfico, uma guerra na guerra” (2012) e co-editor de “Drogas, Política y Sociedad en América Latina y el Caribe” (2015) e “Drug Policies and the Politics of Drugs in the Americas” (2016).”

Mulheres Anarquistas: o Resgate de uma História Pouco Contada

PDF da edição:  mulheres-anarquistas-o-resgate-de-uma-historia-pouco-contada-mabel-dias

“De que substâncias são feitas essas mulheres? De amor e ódio!

De amor pela busca de uma sociedade mais livre, igualitária e justa, não medindo esforços para alcança-la. De ódio por um sistema capitalista, desumano, que a cada dia suga nossas forças, tentando nos deixar apátic@s, insensíveis e acomodad@s, para que, enfim, não travemos contra ele uma luta e o destruamos!

Essas mulheres ousaram e desafiaram a ordem vigente em seus países, eram anarquistas sem nenhuma dúvida e lutaram por seus ideais, pois acreditavam que mesmo que fossem mortas em batalhas ou não conseguissem estabelecer de fato a anarquia através das brigas travadas contra seus opositores, estariam recompensadas por nunca terem se curvado perante seus/suas opressor@s.”

Entre 2002 e 2003, fruto da idealização, pesquisa e trabalho de Mabel Dias, companheira anarcopunk de João Pessoa (Paraíba), e com contribuição e apoio de outr@s companheir@s de várias partes, foram editadas seis cartilhas com o título,“Mulheres Anarquistas: O Resgate de uma História Pouco Contada” estas publicações surgem da necessidade de trazer à tona uma história que, desde sempre, foi deixada de lado, quando não esquecida.

PDF da edição:  mulheres-anarquistas-o-resgate-de-uma-historia-pouco-contada-mabel-dias

 

Originalmente publicado em: https://anarquismopiracicabaeregiao.files.wordpress.com/2010/02/mulheres-anarquistas-o-resgate-de-uma-historia-pouco-contada-mabel-dias.pdf

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